REGRAS DAS AULAS PRÁTICAS

 

Princípios básicos:

 

As aulas práticas obedecem aos princípios do trabalho, do pensar, do respeito mútuo e do bom humor.

 

As aulas práticas são para trabalhar e para os alunos mostrarem trabalho, em especial, estudo. Contudo, o trabalho não é avaliado por si. Só contam os resultados. Um aluno que estude muito será avaliado da mesma maneira que um aluno que estude pouco, se os respectivos resultados forem idênticos. É preciso notar, porém, que os factos deste exemplo são muitíssimo improváveis.

 

Não basta estudar e fazer os exercícios dados. Exige-se que as pessoas pensem e discutam: é preciso desconfiar das soluções e dos seus fundamentos, procurando melhorá-los. Este princípio do pensar não obedece a uma regra de utilidade. Especulações sem qualquer utilidade são bem-vindas. Os únicos limites são a necessidade de estudo, o tempo disponível e a pertença à disciplina de Direito das Obrigações. De vez em quando, não fará mal sair do Direito das Obrigações, para arejar.

 

Exige-se total respeito mútuo entre o assistente e os alunos e entre os alunos, uns para com os outros. Respeito não é sisudez nem formalismo excessivo.

 

O bom humor é necessário. E o sentido de humor também. Nas aulas, pode-se brincar. Não podem é ser prejudicados os outros princípios.

 

 

Pormenores:

 

A participação nas aulas é essencial. Ceteris paribus, um aluno que esteja presente em todas as aulas sem nunca participar será avaliado da mesma maneira que um aluno que nunca venha às aulas. A experiência mostra, contudo, que os alunos que vêm menos às aulas têm classificações piores.

 

Os alunos não precisam de pedir autorização (nem de pôr um dedo no ar) para participar. Mas não podem interromper os colegas nem o assistente. Às vezes, pode ser conveniente pôr um dedo no ar, para evitar uma interrupção inoportuna.

 

O assistente interromperá os alunos com frequência. Quer para os corrigir, quer para mudar de assunto, quer por ter adivinhado o que o aluno ia dizer. Se se enganar, o aluno di-lo-á depois. Normalmente, o assistente interrompe dizendo com voz forte: Errado! Ou então: Disparate total! Isto não será entendido como desrespeito pelo aluno.

 

Quem fala deve falar em voz alta, para todos ouvirem!

 

Os alunos devem trazer para todas as aulas um código civil e uma cópia dos casos práticos.

 

Uma vez marcadas, as datas dos testes são inalteráveis, salvo em caso de cataclismo ou imprescindível utilidade pública, a declarar pelo assistente.

 

Os alunos têm o ónus de avisar o assistente de que está na hora de acabar a aula.

 

Os alunos podem entrar e sair das aulas a qualquer momento, desde que o façam em silêncio absoluto. Não precisam de pedir autorização nem devem pedir autorização, para não se perder tempo.

Alunos que cheguem depois de começada a aula devem entrar sem bater à porta.

Quem calcule que sairá da aula antes do fim deve escolher um lugar que facilite a saída e o silêncio nessa saída.

 

 

 

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